29 de março de 2011

Primeiro Andar

29 de março de 2011 7
Para mim, todo dia é dia de comer nhoque, mas reza a lenda que comer no dia 29 de cada mês tem um significado especial: traz sorte e fartura. Como não tô podendo deixar a oportunidade passar, participei mais uma vez dos jantares promovidos pela chef Janaína Mury Girardi no Primeiro Andar, que escolheu a noite do dia 29 de março para servir o prato da sorte. Nesse apartamento transformado em espaço gastrônomico rolam comidinhas gostosas, boa música e encontros de amigos. É uma mistureba de gente diferente que dá super certo!

Cada encontro tem um menu fechado, composto por entrada, prato principal e sobremesa, tudo pensado dentro de uma temática proposta pela chef. O cardápio é divulgado com alguns dias de antecedência através do blog do Primeiro Andar. Já estive lá com o Henrique em outra ocasião, e desta vez fui na companhia de três amigos: a Débora, a Laura e o Rafael.

Um dos quartos do apê foi transformado num cineminha. Quer dizer, as confortáveis poltronas que pertenceram ao Guion já estão lá e agora, segundo a Jana, só falta o home theater.

Em um outro ambiente há um antigo aparelho de som e vinis para todos os (bons) gostos. A marca do Primeiro Andar é, sem dúvidas, a descontração, te deixando à vontade para trocar os discos, pegar a sua bebida na geladeira e dar uma conferida no que rola na cozinha.

Como entradinha do jantar, foi servida uma salada panzanella, com lascas de tomate, folhas de manjericão, azeitonas preta, alcaparras, cebolas, pedacinhos de pão e azeite de oliva.

O mais legal é que tu acompanha toda a função; é tudo preparado ali na hora, diante da galera. Aí está a chef Jana botando a mão na massa, literalmente.

Como observou o meu amigo Rafael, eram nhoques em estilo rock'n'roll, pois não foram cortados em tamanhos simétricos. Cada nhoque tinha a sua própria personalidade. A cara do Primeiro Andar ;)

O nhoque de mandioquinha com molho de queijos foi o escolhido pela Débora e pelo Fael. O gorgonzola se destacava, mas mesmo assim o sabor do molho era suave.

Já eu e a Laura escolhemos o apetitoso nhoque com carne de panela, que veio bem caprichada no tempero. Notaram a nota de dólar embaixo do prato, né? Agora é só esperar o dinheiro começar a chegar!

Para acompanhar, os amigos foram num vinho merlot Casillero del Diablo. Atenção: se você estiver me vendo deformada na foto abaixo, pare de beber!

Encerrando, foi servida uma sobremesa mucho loca: sorvete de abacaxi e coco dentro da casca de um limão sisciliano, acompanhado de um shot de limoncello, um licorzinho de limão. Achei super simpática a apresentação do prato e a mistura dos dois sabores de sorvete ficou especialíssima!

O limoncello, bem... era um pouco forte, né gurias? É o típico "é ruim mas é bom".

O valor deste jantar completo, com direito a entrada, prato principal e sobremesa foi R$ 25 por pessoa. As bebidas são cobradas à parte, mas com preços bem justos. O vinho que o pessoal tomou custou R$ 35.

O Primeiro Andar fica num apartamento da rua Dr. Timóteo, no bairro Floresta. Para ficar por dentro dos próximos jantares, é legal acompanhar o blog do Primeiro Andar. Lá é sempre avisado quando terão novos encontros e o menu da ocasião. Ou peçam pra chef Jana incluir vocês no mailing dela: janaina.girardi@gmail.com ;)

Leia aqui o post da nossa primeira visita ao Primeiro Andar.


15 de março de 2011

Joe's

15 de março de 2011 8

Existe um lugar em Porto Alegre que parou no tempo. Mais precisamente, nos anos 1960. A lanchonete Joe's é considerada a primeira a oferecer fast-food na cidade e, desde aquela época, pouca coisa parece ter mudado por lá.

Assim como o letreiro na fachada da lanchonete, o balcão é o mesmo há mais de 50 anos... imagina quanta gente já não passou por ali? Quantos namorados não devem ter levados suas garotas para tomar um milkshake depois da matinê de domingo... Isso devia ser um programão lá pelos anos 60, né?

Em homenagem aos velhos tempos, eu pedi uma clássica torrada de presunto e queijo. Torrada não tem erro, né? Pra ficar ruim, só se esforçando muito.

O Henrique, sempre com mais fome, pediu um bauru de filé mignon, alface, tomate, queijo e maionese. Uma brasa, mora!

Destaque para a mostarda exclusiva que eles oferecem e que é preparada lá mesmo. Ela é de um amarelo quase branco e de sabor bem marcante.

Os lanches são bem honestos, mas a grande estrela do Joe's é o milkshake. Por muitos anos, houve uma briga grande para definir qual o melhor shake de Porto Alegre. A disputa ficava entre o Joe's e o Rib's, mas depois que o Rib's fechou, o título voltou a ser exclusivo do Joe's. Viva! O Henrique pediu o clássico de chocolate. Esse era o pequeno, de 300ml. Imagina o grande!

Eu provei o sundae colegial de sorvete de flocos com marshmallow, castanha de cajú picada e calda de caramelo. Mais doce que o doce de batata doce!

Detalhe para o logotipo da Kibon gravado na taça. Já faz, no mínimo, uns 15 anos que não é mais o "kazinho" azul. E ah! O sorvete servido no Joe's é da Nestlé.

Tudo lá conserva um ar retrô que me fez relembrar da minha juventude setentista. Ah, que anos incríveis! Ops, eu nasci em 1984 :(

Essa viagem no túnel do tempo nos custou apenas 26 tutus.

O Joe's fica na rua Ramiro Barcelos, nº 1097, no finalzinho da Vinte e Quatro de Outubro, em Porto Alegre.

12 de março de 2011

Le Loir dans la Théière - Por Marcella Lorenzon

12 de março de 2011 6
A Marcella Lorenzon, que está morando há dois meses em Paris com o seu namorado Lucas Costanzi, nos mandou esse post chiquérrimo de um lugarzinho que eles descobriram na vizinhança, o Le Loir dans la Théière. O texto foi escrito pela Marcella e as lindas fotos foram feitas pelo Lucas. Vamos babar juntos?

Algum nativo da língua portuguesa aí conhece a palavra arganaz? Pois então, em francês pode ser traduzido como le loir, uma espécie de roedor. Pra nós, seria o vulgo esquilo. Aqui no Marais, um dos bairros mais simpáticos de Paris, ele representa um restaurante habitué de parisienses, o Le Loir dans la Théière. O nome foi tirado do livro Alice no país das maravilhas, de Lewis Caroll, e significa "o roedor dentro do bule".

Após ler sobre esse restaurante, resolvemos conferir. Incrivelmente não havia fila naquele cinzento almoço de sábado. Explica-se: ele fica no final da badalada Rue des Rosiers, ao lado de famosas lojas multimarcas e de mil e um falafels, frequentada por uma multidão aos finais de semana. Por isso ficamos surpresos quando encontramos uma mesa disponível esperando por dois famintos! Dentro dá pra ver o porquê do nome. Quadros e pinturas que nos lembram o filme Alice no país das maravilhas, mas nada muito temático.

A decoração é cuidadosamente displicente, com cartazes da programação cultural de um dos bairros mais agitados de Paris, sofás de couro espalhados pelo salão e um povo simpático nos recebendo.

Logo nos explicaram que o prato do dia era fillet mignon de porc + sauce miel + pommes de terre. Assim, bem simples e apetitoso. Vale lembrar que aqui na Cidade Luz esse ainda é um dos melhores jeitos de se almoçar. Escolhe-se o que a casa sugere no dia e pronto. Caso contrário, corre-se o risco de deixar todo o aluguel num prato de tartare.

O prato de filé de porco com molho de mel e batatas chegou rapidinho. Em porção francesa, é óbvio. Mas muito bom! Para o Lucas, é sempre apenas um aperitivo, mas não há o que fazer a não ser atacar a cestinha de pães.

Reparei que o Le Loir tem muitas tortas salgadas que chegavam nas mesas vizinhas acompanhadas por saladas. E logo na entrada meu olho de formiga avistou uma imensa mesa de sobremesas. Ali mesmo comecei a especular como terminaria minha refeição!

Ao final, a minha escolhida (e nesse caso dividida com o Lucas) foi a tarte chocolat crumble - tá na moda por aqui colocar essa farofa em tudo que dá na telha.

Adorei! Com o expresso tradicional ficou perfeita: crocante, massa fininha e chocolate amargo.

Nossa estreia no Le Loir saiu 43 euros. Ok, leitor, não ouse converter. A vida aqui é cara, mas o preço foi justo pros padrões parisienses. Mal posso esperar pra voltar e experimentar o chá da tarde num outro dia de sorte, sem filas!

O Le Loir dans la Théière fica na 3 rue des Rosiers, 75004, em Paris.

10 de março de 2011

La Villa Amalfi

10 de março de 2011 5
Sempre digo que para me ver feliz, basta me dar um bom prato de massa. A Isa sabe disso e me levou pra conhecer o La Villa Amalfi depois de uma semana cansativa de trabalho. Fui sem grandes expectativas, pois sendo um gringo de raíz, não é assim tão fácil um restaurante italiano me deixar impressionado.

Felizmente, fui surpreendido e saí de lá felizão, recomendando o Villa Amalfi para todos! O único que achamos que deixou um pouco a desejar foi o atendimento. Os garçons não tinham cara de muitos amigos...

O restaurante tem um ambiente acolhedor e simples, sem grandes frescuras. As mesas são bem próximas umas das outras, o que permite dar uma espiadela no prato do vizinho.


















Como couvert, eles servem uns pãezinhos caseiros recém saídos do forno, com manteiga e com um antepasto de berinjela. Se vocês acompanham o blog, já devem ter notado que nós simplesmente amamos a hora dos pães :D

Diante de tantas opções de massas e molhos, a Isa optou pelo spaghetti al pomodori secchi, com tomate seco, alcaparra, presunto cru, molho de tomate e manjericão. Apesar de ser um molho simples, tava pra lá de especial.

Eu, que não deixo passar uma oportunidade de comer camarão, pedi o fetuccini al pesto com gamberi . Sou louco por pesto e por camarão, mas nunca tinha provado os dois juntos. E não é que fica bom?

Não satisfeito em detonar o meu prato, ainda dei um conferes no spaghetti da Isa.


















Como se já não estivéssemos cheios o suficiente, pedimos o cardápio para dar uma olhada nas sobremesas. Nos chamou a atenção o tal mattone di cioccolato que, após a explicação do garçom, ficamos sabendo que é uma torta de chocolate com amêndoas e nozes, acompanhado de uma bola de sorvete de creme e calda quente de chocolate. Não pensamos duas vezes e pedimos um para dividir.


Depois disso tudo, não sobrou espaço nem pro Limoncello, um licor de limão que se bebe gelado. Na próxima vez vou maneirar nos pães...

Esse jantar italiano nos custou um pouco mais de R$ 100. Os pratos individuais de massa custam entre R$ 30 e 40. Para quem paga em dinheiro ou cheque, a casa oferece um desconto de 10%.

O Villa Amalfi fica na rua Dona Leonor, nº 49, no bairro Rio Branco, em Porto Alegre.

 
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