22 de janeiro de 2011

Priscilla's Bakery

22 de janeiro de 2011 10
Uma tradicional bakery americana. Assim se conceitua a Priscilla's Bakery, que por 16 anos serviu clientes em Nova York e, desde 2008, oferece aos portoalegrenses toda a experiência da família em pães, bagels, brioches e muffins.

O espaço no bairro Rio Branco é bastante pequeno: duas mesas no interior da bakery e mais duas no lado de fora.

Todas as gostosuras da Priscilla's são preparadas por Bernard, um jovem rapaz de sotaque gringo, filho do casal que deu origem à padaria em solo americano; e por sua sócia Osanas.

Na parede, um pouco da história da bakery em recortes de jornais e revistas.

Comecei pedindo um café com leite.

De salgado, pedi um brioche à tête com queijo gruyère, muito gostoso. Já a Isa, escolheu um biscuit de presunto e queijo, também conhecido como "pão de minuto". Tudo bastante fresco. O biscuit veio acompanhado de um delicioso molho de mostarda e mel.

Aceita uma mordida?

Claro que só isso de salgado não bastaria para o casal fominha aqui. Por isso, mandamos ver num braid, uma trança de pão integral recheada com queijo colonial, tomate e pesto. Por fora, crocante; por dento, macio e molhadinho.

Diliça, né Isa? Agora sim, podemos pensar nos doces.

E agora, quais provar? Eu estava curioso para saborear o cinnamon roll que, segundo mostrava um recorte de jornal colado no mural, era conhecido como o The Best Cinnamon Roll de Manhattan.

E é bom mesmo! Esse pão de canela se desmancha a cada mordida.

Imagina se a Isa não ia se encantar com esses doce de leite filled cupcakes?

Diferente da maioria dos cupcakes - que são secos por dentro -, esse tem um recheio molhadinho de doce de leite. Merecia uma foto dele partido ao meio, mas ficamos devendo. Além desse sabor, ainda tem de cenoura e de limão.

Há ainda opções de muffins de morango, maçã, banana...

... e os deliciosos brownies: tradicional, after eight, nozes, chocolate branco. Em outra ocasião, já havíamos provado o brownie de lá. É de chorar (de felicidade, é claro)!

Com tantas gostosuras, os tradicionais pãezinhos quase ficam esquecidos nesta padaria! Mas eles estão lá, fresquinhos, integrais e sem conservantes. Uma curiosidade da Priscillas's é que o pão de ontem pode ser comprado pela metade do preço.

Gastamos, no total, R$ 21 reais. Depois de passar na Priscilla's, o nosso sábado chuvoso em Porto Alegre ficou mais doce :)

A Priscilla's Bakery fica na rua Domingos José de Almeida, nº 32, no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. Agora no verão não funciona no domingo. No resto dos dias, das 9 às 19 horas.

18 de janeiro de 2011

Darwin

18 de janeiro de 2011 2
As férias acabaram para nós, mas os posts de La Pedrera, no Uruguai, continuam por aqui :) Esse restaurante nós encontramos por acaso num fim de tarde, quanto voltávamos à pé da praia. Achamos tão bonitinho que fomos correndo pra casa, quer dizer, pro camping tirar terra dos pés e voltar limpinhos para jantar. O Darwin é um lugar mais escondidinho, fora da rua principal - onde está grande parte dos bares e restaurantes da praia.

Nas noites mais quentes (noite quente no litoral uruguaio? nunca vi.) ou ao final de tarde, é possível sentar na área externa, que tem mesinhas e poltronas na calçada.

Dentro da antiga casa, cada peça foi transformada em um ambiente único.


















As paredes foram pintadas em cores bastante incomuns para um restaurante. O que tinha tudo pra ficar estranho, ficou bonito.


















Olhem que charmosinho o detalhe da penteadeira no banheiro das chicas.

Voltei correndo do banheiro porque vi que tinham chegado as entradas. Pães para comer com molhinhos: rosê, maionese com ervas e vinagrete.

E à luz de velas, escolhemos os nossos pratos.

A Pati se atirou na parrillada uruguaya. Claro que ela não conseguiu dar conta das três tiras de costela e teve que pedir ajuda aos universitários...

E ainda vinha acompanhada de batata assada na brasa. Mas essa ela não quis dividir :(

O Fabrício provou uma das sugestões do chef: wrap de sashimi.

Eu escolhi um spaghetti com funghi. Devorei metade do prato (que estava deveras gostoso) até notar que ele veio com um ingrediente surpresa: um fio de cabelo comprido. UGH! A fome se foi na hora.

A Débora, sempre preocupada com a boa forma, escolheu um wrap vegetariano.

Já o Henrique, o rico da noite, foi de salmão com crosta de gergelim, acompanhado de tomate e alcaparras.

Para acompanhar, cerveza, por supuesto! Segundo os meninos, o mal de beber cerveja no Uruguai é que dificilmente ela é servida na temperatura a que estamos acostumados a tomar por aqui.

Na saída, deixamos cerca de 1.500 pesos, o que significam uns 30 reais por pessoa. Precinho muy camarada! Apesar do "incidente" com o cabelo no spaghetti, a gente recomenda o lugar!

O Darwin fica... ai, gente, onde fica o Darwin? Acho que a rua não tinha nome, hehe, mas fica pertinho da praia do barco, em La Pedrera. Se passarem por lá, procurem. E não esqueçam de pedir os pratos sem o "ingrediente surpresa" :P

17 de janeiro de 2011

Chez Papa - Por Yajna Moreira

17 de janeiro de 2011 0
A correspondente TemoFome na Europa, Yajna Moreira, nos mandou um post très chic, direto de Paris. Voilà!

"Sempre recomendo ir a Paris. Gosto mais da capital francesa do que da capital italiana, por exemplo, mas devo admitir, a tão apreciada culinária francesa para mim não é nada de "óóóó". Fatores que podem influenciar essa minha opinião: as porções são feitas para um estômago que é a metade do meu e os preços para um bolso bem mais recheado (infelizmente). Nesse caso, a ordem dos fatores altera o resultado final.

Para mim, a maior das delícias de quando se vai a França são os crepes (de Nutella, principalmente, diga-se de passagem) que pipocam em todas as esquinas.

Porém como dessa vez eu fui bem acompanhada (leia-se com uma "sogra-cinadora") eu tenho uma dica bem fina pra vocês, o Chez Papa.

O restaurante, que fica na Rue Saint Benoit, 3, é uma espécie de jazz club americano misturado com a elegância e refinamento da cozinha francesa. Explico, o ambiente é super aconchegante, com luzes baixas e um mini-concerto de piano e sax ao fundo, pé direito alto e paredes rabiscadas, quem vê de fora não da nada, mas ao entrar é uma mistura de sensações.

Primeiro, pergunto ao garçom o por quê de tantas assinaturas nas paredes. Ele me explica que, em 2001, estavam gravando um filme ali perto e um dos atores (franceses) resolveu autografar a parede, o que logo virou febre e agora praticamente não há mais espaço para novas assinaturas. Ele citou uma série de “celebridades” que colocaram seus nomezinhos por aquelas paredes, mas eu não conhecia nenhuma (foi mal, não sou uma intelectual ao estilo Sartre, ou melhor, não sou intelectual).

Depois de uma breve tradução do menu, elegemos Filé de Pato ao molho de vinho com legumes ao vapor, Arroz com Camarões e Cordeiro com molho de Laranja e talharim. Para acompanhar um bom vinho da casa. Todos os pratos estavam bons, bem servidos, bem decorados, mas, para o meu humilde paladar, nem um pouco profissional, faltava tempero, faltava alguma coisa.



A sobremesa, ao meu entender, era um de Petit Gateau, explodindo chocolate, no entanto, devido ao meu péssimo francês, chegou na nossa mesa uma tortinha, também de chocolate, com uma caldinha de baunilha, tudo bem “inha” mesmo.

A conta deu 170 euros, para cinco pessoas. Um preço razoável considerando o ambiente e o local onde estávamos, sempre bem recomendado pelos parisienses e crítica local. Vale a pena conferir, afinal não é sempre que se está na Cidade da Luz e se pode provar a autêntica culinária francesa, mesmo que ela não satisfaça o seu paladar, e se eleger o Chez Papa para isso, olha lá, na entrada à direita, os nossos nomes na parede, claro."


12 de janeiro de 2011

El Basco Loco

12 de janeiro de 2011 4
Numa noite de calor dessas, decidimos sair para petiscar algo leve num lugar mais descontraído. Logo pensamos em uma "noche de tapas" no El Basco Loco, um autêntico bar espanhol em Porto Alegre.

Ao extenso cardápio de tapas, baguetes e pratos mais elaborados, somam-se diversos drinks e cervejas. O balcão em frente ao bar é um dos lugares concorridos quando a noite começa a ferver, por volta das 23h.

O Basco Loco se preocupa com os detalhes na decoração dos ambientes. No espaço que sentamos, panos coloridos enfeitando o teto e, na parede, uma lousa com algumas informações.

É claro que ela estava lá: a bandeira basca.

Existe ainda a chance de chegar cedo e garantir esses sofás vintages vermelhos, que parecem ser muito confortáveis. A Isa curtiu o espaço, mas achamos que era grande demais para apenas um casal :)

Para dar uma animada no ambiente, o El Basco Loco tem sempre um dj diferente. A medida em que a noite vai se estendendo, o lugar vira um pub, com pessoas aglomeradas nos diversos ambientes, em pé, conversando, bebendo e comendo.

Esse espaço estava reservado para um aniversário, por isso não conseguimos tirar uma foto legal. Pegamos essa do site deles.


Nessa nossa noche, não poderia faltar ela, a mais espanhola das bebidas: a sangria.

Feita de vinho tinto e frutas, é uma bebida super refrescante; ótima para ser tomada em dias quentes como esses que vem fazendo em Porto Alegre. Mandamos 1 litro fácil, fácil.



















Para iniciar a nossa noite de tapas, pedimos uns montaditos de fiambres. Tinham uns de presunto crú e ervas finas; uns pastrame, azeitonas e catupity; e outros de lombo defumado, palmito e catupiry. Qué ricos!

Para acompanhar, pedimos uma porção de batatas bravas. Quando chegou, nos apavoramos com a quantidade de batatas. Ainda bem quem eram minis! Elas são temperadas com páprica picante, uma delícia!

Para encerrar, um gateau de goiabada. O recheio do bolinho é bastante doce, mas a suavidade do sorvete de creme dá uma quebrada no sabor.

A nossa conta deu R$ 70. Abaixo, meu nome na comanda. Provavelmente escrito em euskara...

Gostamos muito da comida, do atendimento e do ambiente. Matada a fome e a sede, demos adeus ao Basco Loco ao som de Paco de Lucia.

O Basco Loco fica na rua Fernandes Vieira, nº 456, no Bom Fim, em Porto Alegre.


 
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