29 de agosto de 2010

Boulangerie Carina Barlett

29 de agosto de 2010 7
No sábado que passou, resolvemos trocar o nosso almoço por um lanchinho caprichado na tarde (só para poder dormir um pouquinho mais). Fomos na Carina Barlett, uma padaria francesa super bem falada que fica no Bom Fim.

O lugar é um amor. Tem três mesinhas pequenas e uma mesa grande comunitária. O entra e sai de gente é grande, pois a maioria compra os pães para comer em casa.

São mais de 25 tipos de pães artesanais franceses. Tudo fica exposto nessas vitrines. Coisa linda de se ver.

Olha esse pão fermentado na cerveja. Quem vai gostar desse é o nosso amigo Daniel Ramos, que sobreviveu em Paris sabendo apenas duas palavras: pain e biere. Esse é 2 em 1, Dani!

Essas quiches eram simplesmente divinas. Tinha de queijo, palmito, azeitonas e tomates secos.

E essas tarteletes de maçã com canela? Devem ser boas, pois estavam meio desfalcadas na prateleira.

Pain au chocolat. Precisa dizer algo mais?

Eclair, as fofíssimas bombas de creme. Deu vontade...

Eu e o Henrique começamos comendo um sanduíche que eles montam na hora, no pão baguete. Vai salame italiano, queijo montanhês e azeite de oliva. Nham!

Que tal um croissant quentinho com manteiga? Nessa hora entendemos porque dizem que são as coisas simples da vida que nos fazem felizes.


Depois, o Henrique pediu uma empanada de carne. Daquelas bem recheadas.

















E eu pedi uma quiche de tomates secos. Deliciosa! Comeria meia dúzia...

Para tomar, um suco natural de morango bem geladinho.

Já o Henrique foi no café com leite.

E não poderíamos ir embora dali sem antes provar o pain au chocolat. Realmente, um clássico!

Lá, ainda é possível comprar geleias, patês, goiabadas y otras cositas más. Além do tal do "bolo de rolo", que parecia ser bem interessante. Tinha um monte de gente comprando, ao menos...

Tem ainda a famosa manteiga da latinha laranja, a Aviação.

Nossa conta deu R$ 28. Um preço justo pela qualidade dos pães e salgados feitos ali.

A Boulangerie Carina Barlett fica na rua João Telles, nº 237, esquina com a Vasco da Gama, no Bom Fim, em Porto Alegre.

22 de agosto de 2010

Primeiro Andar

22 de agosto de 2010 12
Domingo a noite fomos a um lugar diferente, que há tempos estávamos querendo conhecer. E acho que fomos no dia certo, pois saímos de lá encantados! Esse lugar especial é o Primeiro Andar, criado pela chef Janaína Mury Girardi.

O Primeiro Andar é um apartamento transformado em um espaço gastronômico, onde a chef Janaína recebe amigos e amigos de amigos para cozinhar, sempre dentro do tema proposto. Neste domingo de agosto - o mês do cachorro louco - o homenageado foi o Tim Maia. Abaixo está o síndico Henrique Maia (ou seria o Tim Finger?).

Os encontros no Primeiro Andar não têm uma data fixa para acontecer; os contatos são sempre avisados por e-mail do menu que será oferecido e da data. O apartamento tem capacidade para receber até 20 pessoas, por isso é necessário que se confirme presença.

É a Chef Janaína quem, sozinha, dá conta do recado. Tudo é feito ali na hora, na nossa frente.

Enquanto ela prepara os pratos, vai batendo um papo com o pessoal que está ali, o que deixa o clima bem descontraído. Aliás, isso foi um dos aspectos que eu e o Henrique achamos mais legais.

Eis que chega a entrada: folhadinho Vitória Régia com queijo coalho, ervas e castanha de caju. A massa folhada era super leve e fofinha. Eu nunca tinha comido queijinho coalho sem ser com uma crosta de areia da praia, por isso achei bem interessante saber que ele pode ser usado em receitas deste tipo. E castanha de caju, quem não gosta?

O Henrique fez questão de fotografar a cerveja, que estava estupidamente gelada!

E o prato principal começou a ser elaborado. Lindo de ver! Impossível sair de lá sem pensar "putz, como eu queria saber cozinhar".

O ambiente todo ficou tomado pelo perfune do manjericão. Inspirador!

E tchãram: risoto de abóbora com carne seca. Delicioso! Eu, que adoro uma carne seca, não tinha do que reclamar. Molhadinho e bem temperado, como um risoto deve ser.

O Henrique caprichou na cobertura de queijo ralado e mandou ver. Comeu todo o prato dele e ainda teve que dar uma ajuda no meu...

O acompanhamento era um caldinho de feijão no copinho de pinga. Eu nunca tinha tomado! Confesso que achei um tanto quanto estranho tomar uma coisa quente e salgada. Mas ok, a proposta era experimentar o diferente, né?

E era chegada a hora da sobremesa. Essa eu fui acompanhar de perto! Os bolinhos saíram quentinhos, direto do forno para os pratos... ai ai ai.

Impossível descrever o que era esse bolinho quente de goiabada cascão com sorvete de coco. O sorvete de coco, que é bem suave, combinou muito com o sabor forte da goiabada. Bom demais!

Para fechar, ainda rolou aquele cafezinho amigo.

Esse jantar custou R$ 25,00 por pessoa. Saímos de lá felizes por saber que existe esse lugar incrível em Porto Alegre, por termos saboreado um jantar tão criativo e por termos sido tão bem recebidos pela chef Janaína.

O Primeiro Andar fica num apartamento da rua Dr. Timóteo, no bairro Floresta. Mas como não é todo dia que acontecem os almoços/jantares, é legal acompanhar o blog do Primeiro Andar, que sempre avisa quando terão novos encontros. Ou peçam pra chef Janaína incluir vocês no mailling dela: janaina.girardi@gmail.com ;)

D.O.M. Restaurante - por Caetano Gaio

A família Gaio, de Flores da Cunha, aproveitou uma viagem de negócios à capital paulista para conhecer o D.O.M. Restaurante, comandado pelo famoso chef Alex Atala. O Caetano Gaio, que também manda muito bem na cozinha, tomou nota de tudo para compartilhar com o TemoFome. Então pegue o seu babador e acompanhe o relato:

"Aproveitamos a estada de toda a família em São Paulo para comemorar o aniversário da minha mãe. Como a ocasião pedia um lugar especial, fomos ao renomado D.O.M. Ao chegar lá, já percebemos que o lugar é diferenciado. Realmente chama a atenção.

A entrada principal é uma imensa porta de madeira, com o pé direito interno bem alto. O ambiente tem uma decoração impecável, e as mesas redondas são bem espaçosas, garantindo conforto. O atendimento é feito por diversos garçons e sommeliers, cada um especializado em um tipo de serviço.

Foto de Pedro Kok

Nos foi servido, primeiramente, o couvert. Diversos pães - de nozes, pão-de-queijo, francês - com manteiga aviação, creme fatiche e uma pasta de alho. Partimos para o cardápio, com pratos tipicamente brasileiros. O chef Atala busca usar, inclusive, somente ingredientes do nosso país. Para exemplificar, temos esta entrada: ostras empanadas com tapioca marinada. Cinco ostras muito saborosas.

Para acompanhar, pedimos uma espumante Millesime Brut, da Miolo. E aí, já nos sentindo mais à vontade para pedir o prato principal, revisamos novamente o cardápio. Eu escolhi um gnocchi com rabada. A rabada, que é feita com rabo do boi, fica cozinhando por muito tempo, e então a carne fica desmanchando, extremamente saborosa.

Minha mãe foi de peixe, o filhote ao tucupi e tapioca, prato típico de Belém do Pará. Tucupi é um molho de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava. Seria um ingrediente venenoso. De verdade. Porém, como é cozido por horas, pode ser usado no consumo. Ela sobreviveu pra contar que estava delicioso.

Já minha irmã foi de atum com crosta de gergelim preto, acompanhado de legumes e cogumelos shitake. Prato extremamente gostoso, segundo as palavras proferidas por ela após uma garfada.

Já o Chico, meu pai, pediu um peixe chamado raia com tomilho limão, acompanhado por mandioquinha defumada, brócolis e espuma de amendoim. Bem exótico. Foi o prato mais elaborado da noite.

Para acompanhar esse jantar, tomamos um vinho Catena Zapata Chardonnay. Ficamos por ali conversando, bebendo, intercalando com algumas águas minerais, de olho nos cozinheiros em ação.

Foto de Pedro Kok

Ao fim, pedimos cafés, que foram acompanhados por doces enfeitados com o nome do restaurante. Ficou faltando foto, mas juro que eram deliciosos e tipicamente brasileiros: biscoito de castanha-do-pará, bala de priprioca (natural da Amazônia) e panelhinha com mousse de chocolate. Gastamos, em média, R$ 200 por pessoa nesta noite completa e muito especial."

O D.O.M. Restaurante fica na Barão de Capanema, 549, em São Paulo.

17 de agosto de 2010

Lanai Hawaiian Food

17 de agosto de 2010 4
Dia desses fomos conhecer o novo - e único - restaurante havaiano de Porto Alegre, o Lanai. Para ser sincero, nem sabia que existia uma culinária específica no Hawaii. Mesmo assim, lá fomos nós, cheios de curiosidade e, claro, de fome. A proposta do Lanai é harmonizar os sabores havaianos utilizando ingredientes frescos, insumos tropicais e temperos asiáticos.

A primeira surpresa foi ver que o lugar estava lotado! Chegamos por volta das 22h e quase todas as mesas estavam ocupadas por casais. Como fomos praticamente os últimos a sair do restaurante, conseguimos tirar umas fotos dos ambientes mais vazios.

A decoração do lugar, como não poderia deixar de ser, é toda dentro da temática havaiana. Coqueiros e hibiscos por todos os lados, o que garante um clima praiano.

Pra ir entrando no clima da nossa hawaiian night, a Isa pediu um coquetel chamado Sunset, uma bebida de Malibu, licor de melão e suco de cranberry. Ela adorou porque era docinha e bem aguada.

Para dar início aos trabalhos, pedimos umas trouxinhas de harumaki de entrada. Eram uns "pacotes" recheados com carne de porco desfiada, broto de bambu e vegetais. Ainda vinha, de acompanhamento, chutney de manga.

Essa casca por fora é bem crocante, até um pouco difícil de cortar com os talheres. O recheio tem um sabor bem suave, que combina com o doce do molho de manga. Aprovado pelo casal fominha!

Como prato principal, a Isa escolheu um frango ao curry verde, acompanhado de arroz jasmin e vegetais salteados na wok. Coitada, quase morreu tomando água. Provei o prato dela e realmente o curry era bastante forte. Ela sofre mas gosta...

O prato dela ainda vinha acompanhado de uma porção de arroz. Foi bom pra dar uma amenizada no sabor do curry.

Eu fui num filé mignon ao molho de framboesa e gorgonzola, acompanhado de purê de batatas e vegetais. A minha carne também era bastante temperada, mas o prato era bem comum. Podia ter ousado um pouco mais no meu pedido...

E ainda tinha espaço pra sobremesa! Escolhemos o que nos pareceu ser a opção mais havaiana (dentro da nossa concepção de Havaí...): trio de massalada com sorvete de morango.

Eram uma espécie de bolinhos de chuva, cada um com um recheio (chocolate, coco e maracujá). Bem diferente. O sorvete, não sabemos se estava derretido ou se era para ser assim mesmo... mas estava bom!

A mesa onde nos sentamos ficava de frente para um janelão, de onde era possível escutar toda a confusão típica de uma cozinha de restaurante... Fora isso, o ambiente estava bem tranquilo e agradável.

Ao final, a nossa conta deu cerca de R$ 120. Deve ter sido por causa das 5 garrafas de água mineral que a Isa pediu... Achamos um pouco caro os valores dos pratos principais (em média R$ 40), já que eles não eram assim nada de outro mundo. Mas valeu pela experiência! Aloha!

O Lanai fica na Avenida Nova York, n 835, no bairro Auxiliadora, em Porto Alegre. É bem no final da rua, quando tu acha que já passou do lugar.

 
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