30 de junho de 2010

Caminito

30 de junho de 2010 5
Tem coisa melhor do que sair com as amigas pra colocar o papo em dia, tomar um drink e comer uma sobremesa daquelas? Que eu saiba, melhor que isso, só dois disso! E foi no Caminito, um bar cheio de referências ao colorido bairro de La Boca, que rolou esse encontrinho de meninas.

O simpático bar fica na badalada Padre Chagas, no Moinho de Ventos, e sua entrada é uma estreita escada que leva até o segundo andar. No dia em que fomos, uma quarta-feira, estava bem tranquilo o movimento. Parece que é na quinta que bomba. Daí rola, inclusive, música ao vivo.

Assim como a famosa calle porteña, este bar é repleto de arte. Por todos os lados estão grafittis, figuras e colagens. Tudo muito vibrante e colorido.

Para molhar a goela, já que num encontrinho feminino a fofoca rola solta (ui!), as gurias foram direto no chopp Heineken, e eu, que desta água não bebo, fui nos meus drinks docinhos. Pedi o Sex on the Beach, que é uma bebidinha de pêssego que eu adoro. Um brinde!



















Para petiscar, a escolha das meninas foi batata frita com molho de queijo. Ainda vem uma cumbuquinha com maaaais molho.

Eu simplesmente não consigo resisitir a um escondidinho. Quando vejo esse quitute no cardápio, meus olhos simplesmente ignoram o restante das opções e a palavra "escondidinho" começa a piscar em neon. Este era bem gostoso; cremosinho e salgadinho. Gratinado com bastante queijo.

E para finalizar, cada uma pediu um brownie com sorvete de creme. Ai, que loucura! Ai, que absurdo! Mas confesso que o olho foi grande... podia ter dividido um com as amigas.

Ah! Olha que coisa mais linda essas geladeiras da Coca-Cola! Queria uma assim na minha casa.

Paguei R$ 35 pelo meu drink, o escondidinho e sobremesa. Gostei do Caminito! Apesar do bar existir desde 2008, eu nunca tinha estado lá. Com certeza voltarei :)

O Caminito Bar fica na rua Padre Chagas, nº 318, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

29 de junho de 2010

La Tana

29 de junho de 2010 5
A fome tá muita e o dinheiro tá pouco? Então grava esse nome: La Tana, um lugar super simples, mas com uma comidinha de primeiríssima. O pequeno restaurante fica em uma casa no bairro Três Figueiras, e o dono, que é italiano, mora nos fundos. É ele mesmo quem prepara as massas e os filés.

O La Tana é um lugar para chegar, comer e ir embora, pois não oferece muitos atrativos além da ótima comida. O ambiente é composto por uma dúzia de mesas com toalhas de plástico e paredes brancas, sem decoração alguma. Talvez isso seja de propósito, para não desviar o foco do principal: a comida.

De entrada, pedimos uns pãezinhos acompanhados de manteiga, queijo e um molhinho de tomate saborosíssimo. E sabem qual o valor desse antipasto? Dois reias. D-o-i-s! A Isa se babou toda comendo.

















Pra não ter erro, fui no carro-chefe da casa: o filé à parmegiana, acompanhado de arroz. A porção é bem servida. O filé é fininho e o molho uma delícia, mas não muito picante. Bem estilo caseiro.

A Isa pediu um filé à moda da casa, que é com um molho a base de mostarda, conhaque e champignon. Todos os filés podem vir acompanhados de uma porção de arroz ou de massa. Ela, que não é boba, escolheu talharim ao sugo.

As opções para sobremesa eram figos em calda ou torta de bolacha. Pedimos uma torta pra dividir, já achando que seria uma daquelas aguadas e, para a nossa surpresa, era muito saborosa, como tudo que provamos lá.

A nossa conta deu R$ 45, um ótimo preço pela quantidade e qualidade da comida oferecida. Isso sem falar no atendimento; os garçons eram extremamente atenciosos. E depois de toda essa comilança, só mesmo um cafezinho. Ah, eles não aceitam cartão.

O Ristorante La Tana fica na Rua Comendador Creidy, 290, no bairro Três Figueiras, bem perto do Iguatemi. É só entrar na Teixeira Mendes, aquela do Laboratório Weimann, e virar na primeira rua à esquerda. É preciso ficar atento, pois a única indicação é uma pequena placa em frente à casa.

28 de junho de 2010

Odessa

28 de junho de 2010 5
Sexta passada enfrentamos a chuva que caia e saímos para comemorar o aniversário de uma amiga muy especial. O lugar que ela escolheu para brindar à vida foi o Odessa, também conhecido como "novo Ossip", já que o bar é dos mesmos irmãos uruguaios donos do famoso ponto da esquina da República com a João Alfredo. O Odessa, que fica no Bom Fim, tem as paredes todas preenchidas por telas de autoria de um dos hermanos, que é artista plástico.


O lugar é basicamente frequentado por aquela galerinha bacana apreciadora das belas artes, cinema e literatura. Muita gente madura, barbuda e de óculos de aro preto. Pareciam cultos... Além das mesinhas, também dá pra sentar ao balcão, que é bem convidativo. O ambiente é bem barulhento; muita conversa e pouca música.


Pra começar a noite, uma caipirinha sempre vai bem. Essa era bem boa, docinha na medida certa.


As nossas amigas dividiram uma pizza sabor tradicional, com mussarela, molho de tomate, requeijão, cebola, pimentão e azeitonas. Ela vem cortada em pequenos pedaços, para comer com as mãos mesmo. Como era bastante grande, durou a noite toda e teve que ser requentada mais de uma vez. As gurias gostaram, acharam a pizza bem recheada e molhadinha.


Eu pedi um sanduba de carne de panela, que era simplesmente maravilhoso! Pão preto, queijo, tomate seco, rúcula e uma carninha de panela pra lá de especial. Com tantos elogios que fiz, outras pessoa na mesa acabaram pedindo o sanduba. Na próxima ida ao Odessa, com certeza repetirei a dose!


O Henrique comeu um treco chamado provoleta. São uns pãezinhos tostados acompanhados de quejo provolone e um molhinho de azeite de oliva, orégano e alho. Bom para petiscar.


Os valores, dessa vez, vamos ficar devendo. Como dividimos a conta entre todos da mesa, não lembramos exatamente quanto gastamos. Mas assim, com toda a cerveja que foi tomada, deu uns 20 pila por pessoa.

O Odessa fica na João Telles, quase esquina com a Osvaldo Aranha, bem pertinho do Ocidente. É um lugar legal para bater um papo descompromissado com os amigos, enquanto toma uma cerveja e belisca alguma comidinha de nome uruguaio.

25 de junho de 2010

Bazkaria

25 de junho de 2010 5
Finalmente o Temo Fome tomou vergonha na cara e resolveu postar sobre pizzas. Estranho demorarmos tanto, já que há algum tempo, sair para jantar fora era sinônimo de ir em pizzaria. Para um sábado a noite, a escolhida foi a Bazkaria. Lá, os sabores das pizzas e a decoração do restaurante têm um toque do País Basco, localizado ao extremo norte da Espanha. Em euskara, a língua basca, “bazkaria” significa “local de alimentação“.

O País Basco sempre buscou sua independência da Espanha, mas na parede deste ambiente externo, os dois dividem o espaço e a atenção dos clientes.

Por causa da chuva e do frio, decidimos deixar as bandeiras de lado e sentar mais perto do forno à lenha. Da nossa mesa, enxergávamos o pizzaiolo que, com a habilidade que essa função exige, girava as massas das pizzas no ar.

Os ambientes são uma atração a parte. Em cada parede, algum detalhe que remete ao Euskal Herria.

Foto retirada do site

Já que estávamos praticamente em solo espanhol, como não pedir umas tapas, o maior legado da Espanha para o mundo? Essas eram de atum, de frango e aceboladas.

Para beber, pedimos uma jarra de sangria, na melhor tradição espanhola. Mesmo tendo morado 8 meses naquele país, incrivelmente nunca havia provado essa refrescante bebida típica feita à base de vinho tinto.

Até gostei, mas me pareceu um quentão gelado. A Isa, que é apaixonada por sangria, bebeu até ficar com a boca roxa (e até achar que sabia falar euskara).


















Enquanto conversávamos e curtíamos a decoração do lugar, reparei que no alto do balcão havia um pernil de jamón. Depois de me certificar de que não era apenas mais um item da decoração, chamei o garçom, assim como quem não quer nada, e pedi para provar.

Ele, na maior parceria, nos serviu essas modestas fatias del famoso jamón Pata Negra. Mas não sem antes nos informar que o quilo desta peça especial, que é envelhecida em 8 anos, custa a bagatela de R$ 400. Valeu aí, chefia!

Pero, hombre, hemos venido a comer pizza, ¿vale? A Bazkaria oferece os sabores tradicionais, mas o nosso pedido foram as especiais Eguzkia (molho de tomate, lombo canadense defumado, muzzarela, rodelas de tomate, nozes e pesto de hortelã) e Bilbao (molho de tomate, presunto cru, cogumelos e catupiry). Metade e metade. A massa é bem sequinha e crocante, e a pizza vem com bastante recheio (é recheio que se diz?). Essa Bilbao é uma delícia, e por causa do presunto cru, tem o sabor bem marcante. ¡Que fuerte, tío!

Saímos de lá felizes e satisfeitos com essa nossa viagem ao mundo dos sabores bascos e com menos R$ 62 na conta.

A Bazkaria fica na Rua Comendador Caminha, nº 324, ao lado do Parcão, em Porto Alegre.

UPDATE!
A nossa leitora Larissa (chique isso, hein) comentou que também existe uma Bazkaria na Rua Comendador Rheingantz, nº 538, esquina com a Anita Garibaldi. Segundo ela, é uma versão mais simples do restaurante, para quem quer comer rápido sem curtir tanto o lugar. Alguém mais conhece?

23 de junho de 2010

Pâtissier

23 de junho de 2010 5
Saí para almoçar com o Henrique num sábado de chuva, para comemorar uma data especial para nós. E como um data especial pede um lugar especial, fomos ao Pâtissier. Às quintas, sextas e sábados, o restaurante oferece um menu já pronto, preparado pelo chef Marcelo Gonçalves. Esse cardápio fechado, que muda a cada semana, é composto por couvert, entrada, prato principal e sobremesa.

Sentamos numa espécie de “galpão” que tem aos fundos, num ambiente anexo ao restaurante. O clima aconchegante é garantido pelos aquecedores e pelos fogões à lenha espalhados por todo o salão, que além de esquentar, dão um charme ao lugar.

Logo chegou o couvert. Três azeitonas e dois palitinhos. Simples, né? Mas olha como uma boa apresentação pode fazer toda a diferença!

Destaque para a boa e velha Coca-cola em garrafinha de vidro. Quem é uma dependente em processo de desintoxicação, como eu, não resiste à tentação e volta ao vício.


A entrada era velouteé de abobrinha com bacon e croutons. Um cremezinho bem delicioso, ideal para o dia frio e chuvoso que fazia lá fora.
















E, tchãram, o prato principal: carré de cordeiro com batatas ao curry e pimentão. Tirando o gosto do pimentão que me dá uma azia do cão, tava uma delícia. Nunca tinha provado carne de cordeiro, achei um gosto bem peculiar.


Tava bom, Henrique?

Mas o melhor ainda estava por vir. A sobremesa, galette de maçã com manteiga de amêndoas e sorvete de baunilha, era uma coisa divina. Tanto eu e o Henrique tentamos nos lembrar se já havíamos comido outro doce tão bom na vida. E não é exagero! A bola de sorvete parecia ser feita de veludo. Eu poderia nadar numa piscina cheia desse sorvete de baunilha!

Tudo é preparado pelo cheff Marcelo que, pessoalmente, traz os pratos à mesa. O atendimento é bem eficiente, o lugar é agradabilíssimo e a comida, como mostram as fotos, além de gostosa, é bonita de se ver. Nota dez para o bom gosto! Para onde quer que se olhe, há um detalhe bonitinho ou inusitado. Como essa bicicleta ao lado de uma geladeira antiga, num ambiente lounge.















E essa mesa de fla-flu super antigona? O Henrique adorou.


O valor desse menu fechado era de R$ 61 por pessoa. Achamos o preço um pouco salgado, mas levando em conta “quem, o quê e onde”, fica compreensível.

A Pâtissier fica na Marques do Pombal, 128, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

21 de junho de 2010

Le Fou

21 de junho de 2010 7
Uma amiga paulista veio passar alguns dias em Porto Alegre e combinamos de sair para jantar junto com minha prima, numa quinta-feira à noite. Sugeri a creperia Le Fou; já tinha ouvido falar, mas nunca tinha ido. Saí com elas e com os seus respectivos namorados rumo à Cidade Baixa. A fachada é uma portinha estreita com um letreiro escrito Le Fou em neon, já dando pistas do ar retrô do lugar.

A decoração tem um quê de bordel, talvez pelas paredes vermelhas e iluminação baixa, além do imponente lustre de cristal vermelho e do sofá de couro branco que decoram o ambiente.

No andar superior, há um mezanino com mais algumas mesinhas de madeira. Achei um bom lugar para comemorar um aniversário!

Os crepes demoram um pouquinho para ficarem prontos, pois há só um cozinheiro preparando. Mas com bons amigos, a gente nem percebe o tempo passar :) Mas vamos ao que interessa! A minha escolha foi a “francesa”, um crepe de presunto, queijo mussarela, champignon e molho bechamel. O recheio é bem cremoso e a massa é super fininha.

A nossa amiga paulista experimentou o crepe de lombo, queijo mussarela e molho bechamel. Deu até uma esgualepada no crepe para poder mostrar bem o recheio.

Para dar um gostinho extra, três opções de molho: mostarda, pimenta e um especial de redução de balsâmico, mostarda e mel, garantindo um sabor adocicado. Eu adorei!

Um dos meninos pediu o carro-chefe da casa, o Crepe Le Fou. É o único com uma apresentação diferente. No recheio, presunto cru, queijo, alface, tomate e batata palha.

A minha prima, vegetariana desde que nasceu, achou que as opções para vegetarianos deixaram um pouco a desejar. Além de crepe de queijo, o único que não continha alguma carne era o chamado vegetariano (palmito, brócolis, cebola, tomate, orégano e molho bechamel), que ela achou um pouco insosso. Na verdade, ela estava com desejo de comer tomates secos e por isso se frustrou. Mas foi só o crepe doce chegar para ela voltar a sorrir. Nós dividimos um de Nutella, que vem acompanhado de uma bola de sorvete de creme. Uma delícia, mas um pouquinho a mais de recheio ia bem. Aliás, um pouco a mais de Nutella nunca é demais!

Todos os crepes têm o mesmo valor; R$ 12 os salgados e R$ 10 os doces. Um preço super justo e que dá a possibilidade de experimentar mais de um sabor caso a fome seja grande. O atendimento é feito pelo próprio dono, que é bastante atencioso e simpático. Então está dada a dica: o Le Fou é um lugar charmosinho e com precinho camarada, perfeito para levar a namorada ou ir com os amigos.

O Le Fou fica na Lima e Silva, 956, na Cidade Baixa, em Porto Alegre.

 
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